DataMundi marca presença no 15º Encontro da ABCP
Thales Carvalho, Vinicius Santos e Alana Camoça representaram o laboratório em Áreas Temáticas e em mesa-redonda sobre as eleições de 2026 e a política externa brasileira.
O Laboratório de Ciência de Dados em Relações Internacionais (DataMundi), da UERJ, participou do 15º Encontro da Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP), realizado em Belém, na Universidade Federal do Pará (UFPA). Integrantes do laboratório apresentaram trabalhos em duas áreas temáticas: política internacional e política externa.
Na Área Temática de Política Internacional, Octávio Oliveira, Alana Camoça e Thales Carvalho apresentaram o "Refusing the Belt: Assessing the Latin-American Agency of non-BRI Countries", que argumenta que a adesão à Iniciativa Belt and Road levaria os países latino-americanos a alterar seu eixo de dependência de Pequim para Washington. Em seguida, o trabalho mostra que os países que aceitam deslocar essa dependência são aqueles de PIB mais baixo ou mais distantes politicamente dos Estados Unidos.
Já na Área Temática de Política Externa, o laboratório levou duas apresentações. Thales Carvalho apresentou "Who Fears What? Ideology, Polarization, and Public Perceptions of International Threats in Brazil", no qual mensura diferentes eixos de percepção de ameaça por parte da população brasileira e, em seguida, discute o papel da ideologia sobre cada um deles. Com isso, demonstra que eleitores mais à direita focam em ameaças mais identitárias, enquanto eleitores de esquerda focam em ameaças à segurança humana.
Vinicius Santos, por sua vez, apresentou o "Delay-as-Dissent: Strategic Silence and the Temporal Politics of Ambassadorial Confirmations", discutindo o uso de mecanismos informais para atrasar votações e procedimentos legislativos sobre a política externa.
O encontro também contou com a participação do DataMundi na mesa-redonda "As eleições de 2026 e seus possíveis impactos para a Política Externa Brasileira", coordenada por Thales Carvalho, com debate conduzido por Janina Onuki (DCP-USP) e participação de Ivan Fernandes (UFABC), Letícia Pinheiro (IESP-UERJ), Pedro Feliú Ribeiro (IRI/USP) e Vinicius Santos (UERJ). A mesa discutiu como as eleições de 2026 podem reordenar coalizões e afetar a Política Externa Brasileira a partir de 2027, analisando o tema sob quatro eixos principais: o papel do Legislativo, a influência da opinião pública, a orientação da Presidência da República.